Estamos gastando uma energia enorme para combater notícias falsas e abrir espaço para debater projetos. E teremos que seguir fazendo isso. Nos próximos dois meses de governo Bolsonaro e depois.
Se pudermos aprender algo com o que vivemos nos últimos quatro anos, não seria melhor renovar a aposta na democracia?
O capitão, aqui, nada tem a ver com o que foi alçado à Presidência da República, há quatro anos, e dela precisa ser escorraçado nos próximos dias.
Para que isso não aconteça, é preciso, mais do que identificar aqueles que não fazem parte da nossa tribo, reunir os que fazem. Fortalecê-los, esperançá-los, inspirá-los.
A Praça da Estação de Juiz de Fora é historicamente um espaço de grandes comícios. Recebeu tantos políticos em palanques quanto o restaurante Faisão Dourado seus militantes.
Não são os cristãos de verde e amarelo de lá, vaiando o bispo de Aparecida, que nos incomodam; são os daqui que incomodam a eles, ao agir pelo fim da fome e ousar tomar de volta não só as cores da bandeira, mas todo o país.
A força motriz do bolsonarismo, ou sua fundamentação, está em descartar essa possibilidade da dúvida, principal função de um educador.
A Esperança, então, seria aquela que não quer nada além do espaço do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé, onde possa plantar seus amigos, seus discos, seus livros. E nada mais.
O grito da gratuidade tem, inclusive, dois lados interessantes. No presente, pode-se fazer relação com histórias de candidatos que não pagaram seus cabos eleitorais. Tem muito político eleito dando cano, as redes sociais não perdoam.
Há um “Brasil profundo”, é o que estão dizendo. Underground. Sobrevivendo, a que custo?, nos subterrâneos.
