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Romeu Zema com um pé no União Brasil?

Zema se afastou de Amoêdo após ataques do fundador do Novo a Bolsonaro (Foto: Partido Novo)

Em encontro com integrantes do União Brasil, partido criado a partir da fusão de DEM e PSL, o governador Romeu Zema (Novo) foi convidado a se filiar na legenda. As conversas tiveram início nas últimas semanas e devem se prolongar por mais alguns dias. De concreto, por ora, apenas o convite e a postura do governador de deixar a porta aberta.

Incomodado com a mudança de tom do seu partido em relação ao presidente Jair Bolsonaro, com ataques frontais ao governo por parte do ex-presidente da sigla, João Amoêdo, e de alguns parlamentares, Zema nunca escondeu seu descontentamento. Na sua conta, o bom trânsito com o bolsonarismo ajuda os cofres de Minas e sua reeleição. A saber.

Seu aceno ao União Brasil não envolve suas incursões pelo bolsonarismo, até porque a nova legenda ainda não sabe para onde vai, se é que vai. Com cinco governadores, dois ministros, mais de 80 deputados, oito senadores, incluindo, ao menos por ora, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o União Brasil se cacifa para ser governo, sempre que governo houver.

O problema de Zema, que o levou ao namoro com o União Brasil, envolve o purismo do Novo.  Sem tempo de TV no horário eleitoral e há três anos sem base na Assembleia de Minas, o governador não abre mão de uma ampla coligação em seu projeto de reeleição. Para isso, terá que quebrar paradigmas do seu partido, sendo a política de alianças a principal delas.

Na última visita a Juiz de Fora, em meados de julho, o governador já antecipara que seria candidato com alianças e tempo de TV. Nesse sentido, a conversa com o PSDB é mais avançada, inclusive com o retorno do vice-governador Paulo Brant à legenda. Outra aposta é uma composição do Novo com o próprio União Brasil. Caso permaneça no atual partido, Zema pretende contar com a legenda recém-criada.

Para tentar manter seus quadros e continuar existindo, o partido Novo convidou o cientista político Luiz Felipe d’Ávila, que comanda um “think tank”, o Centro de Liderança Pública, para se filiar e ser candidato a presidente da República. Egresso do PSDB paulista, Luiz Felipe é irmão do deputado estadual de São Paulo, Frederico D’Avila (PSL), bolsonarista de carteirinha.

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