É uma oportunidade para que a prefeita Margarida Salomão esteja presente não apenas institucionalmente, mas humanamente. Para olhar nos olhos.
A esperança da prefeita era que o governo federal implementasse a tarifa zero a tempo de cobrir o rombo, mas não há espaço no arcabouço fiscal.
A licitação do transporte público coletivo avançou sem enfrentar o descompasso entre mobilidade e território.
Sobre a causa das chuvas, não há controvérsia. Os dados foram amplamente divulgados. A cidade inteira conhece alguém atingido. A dimensão da tragédia é evidente. O problema já não é diagnóstico, mas comunicação.
Margarida vai e volta em promessas sobre drenagem e contenção de encostas, da zona norte à zona sul. Mas agora sabe que narrativas não bastam.
O risco climático na cidade nasce da combinação entre a suscetibilidade ambiental do território e a vulnerabilidade social da população.
Município vive um paradoxo fiscal perigoso: tem limite para se endividar, mas não tem dinheiro para pagar o básico.
A tramitação longa estava nos cálculos da prefeita Margarida Salomão (PT) e tinha o propósito de assegurar o simbolismo da autoria da iniciativa.
O passe livre, que já rendeu dividendos eleitorais em São Paulo e Juiz de Fora, volta ao debate nacional em meio à crise do financiamento do sistema.
Retomada de passageiros contrasta com menos viagens, frota reduzida e falta de transparência no transporte coletivo.

