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Holofote

Pestana coloca apenas uma condição para ser candidato ao Governo de Minas

Pestana pode ser candidato caso o ex-governador gaúcho Eduardo Leite seja candidato à Presidência da República (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Ex-secretário de Estado da Saúde, ex-deputado e ex-vereador de Juiz de Fora, Marcus Pestana admitiu a possibilidade de disputar o Governo de Minas pelo PSDB. Para que isso aconteça, ele colocou apenas uma condição: que o ex-governador do Rio Grande Sul, Eduardo leite (PSDB), seja candidato à Presidência da República.

“Serei candidato ao Governo de Minas em um determinado contexto: se o governador Eduardo Leite for o candidato (a presidente da República) do centro democrático”, declarou em entrevista a jornalista Edilene Lopes, da Rádio Itatiaia, em Brasília. Ele lembrou ainda ter sido pré-candidato em 2014 e que ainda analisa as circunstâncias de 2022.

“Serei eu ou Paulo Brant (atual vice-governador) ou ainda outro nome que surja das conversas com as forças aliadas. O que eu acenei é que, (seria candidato) se fosse necessário, numa perspectiva de renovação da política nacional, na chamada terceira via, com a qual eu me identifico”, explicou Pestana, que lembrou da sua relação com Eduardo Leite.

Falando sobre o cenário sucessório mineiro, o ex-deputado não poupou críticas ao governador Romeu Zema (Novo), que não seria do “do ramo (da política)”. “O Zema está de salto alto e com alguma ingratidão. O PSDB foi o primeiro partido, embora tenha sido adversário no segundo turno, a dar a mão ao Zema na ALMG”, criticou. O governador ainda não definiu quem será o candidato a vice.

Ele também considerou ingrato com os tucanos o senador e pré-candidato ao Governo de Minas pelo PL, Carlos Viana. “Ele só se elegeu porque estava no palanque do PSDB, do (ex-governador Antonio) Anastasia”. Em relação ao também ex-governador Fernando Pimentel (PT), Pestana foi mais sucinto: “fez a pior gestão”.

Por fim, convidado a falar de forma breve sobre o presidente Jair Bolsonaro, ele o caracterizou como “radical que não procura o diálogo, não respeita as diferenças e põe em risco a democracia”. Sobre o ex-presidente Lula, disse que se tratava de “um brasileiro vitorioso, retirante nordestino, sindicalista, que chegou à Presidência, mas que se perdeu no caminho”.

O principal articulador da candidatura de Eduardo Leite ao Palácio do Planalto e, consequentemente, de Pestana ao Governo de Minas, é o ex-governador Aécio Neves (PSDB). Inimigo declarado de João Doria, ex-governador de São Paulo e vencedor das prévias tucanas, o mineiro trabalha para unificar o chamado centro democrático em torno do ex-governador gaúcho.

As conversas dessa terceira via, que engloba União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania, devem se afunilar nos próximos dias. A expectativa é de que até o dia 18 de maio aconteça o anúncio de um único nome do grupo para a disputa ao Palácio do Planalto.