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Holofote

Após deixar chapa de Kalil, Agostinho Patrus quer vaga de conselheiro do TCE

Presidente da Assembleia, deputado Agostinho Patrus, admitiu candidatura ao Tribunal de Contas do Estado (Foto: Clarissa Barçante/ALMG)

Até bem pouco tempo cotado como pré-candidato a vice-governador na chapa de Alexandre Kalil (PSD), o presidente da Assembleia de Minas Gerais, Agostinho Patrus (PSD), anunciou nessa sexta-feira (10) que irá se candidatar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Ao menos outros quatro deputados pleiteiam a função que, entre outros benefícios, possui salário vitalício de R$ 35.462,22.

“Colocarei meu nome para apreciação dos deputados para a vaga de Conselheiro do TCE-MG. Teremos um importante processo de votação e o meu propósito é continuar contribuindo para a construção de um Estado mais justo e igualitário”, escreveu em suas redes sociais.

Agostinho teve que abrir mão da vaga na chapa de Kalil para que o PSD fechasse a aliança com o PT. O imbróglio envolveu a atuação direta do ex-presidente Lula e do presidente nacional do PSDB, Gilberto Kassab. Além de Agostinho e Kalil, o senador Alexandre Silveira (PSD) também queria se candidatar à reeleição na chapa, deixando o PT sem espaço. Ao término, o PT acabou ficando com a vaga de vice, que será ocupada pelo deputado André Quintão.

Já a cobiçada vaga de conselheiro de contas do estado foi aberta ainda no final do ano passado com a aposentadoria de Sebastião Helvécio. A demora da Assembleia de Minas Gerais para indicar seu sucessor chegou a levantar especulações sobre o possível interesse de Agostinho que, na ocasião, negou a intenção. “Nós conhecemos as inverdades e as mentiras ditas pelo governo do Estado e por seus seguidores”, disse ele no dia 19 de abril ao jornal O Tempo.

A sucessão no Tribunal de Contas do Estado afeta diretamente Juiz de Fora. A depender do escolhido, o ex-deputado Isauro Calais (PSC) poderá retornar à Assembleia de Minas Gerais. Então filiado ao MDB, ele acabou na primeira suplência da coligação Juntos por Minas, que englobava PDT, PRB, PV, MDB e Podemos. Como mudou de partido na janela partidária, quando se filiou ao PSC, Isauro deverá assumir o mandato caso alguém eleito por sua antiga coligação seja indicado como conselheiro.