Sobre a causa das chuvas, não há controvérsia. Os dados foram amplamente divulgados. A cidade inteira conhece alguém atingido. A dimensão da tragédia é evidente. O problema já não é diagnóstico, mas comunicação.
Embora a influência climática não tenha sido comprovada de forma conclusiva, o estudo é enfático ao atribuir a gravidade da tragédia a fatores estruturais locais.
Cesama registra 35,65% de perdas na distribuição de água, patamar considerado elevado e acima das outras operadoras mais bem colocadas.
O debate público costuma concentrar atenção em obras nas encostas, mas a drenagem é mais estratégica do que grandes muros de contenção.
Margarida vai e volta em promessas sobre drenagem e contenção de encostas, da zona norte à zona sul. Mas agora sabe que narrativas não bastam.
O risco climático na cidade nasce da combinação entre a suscetibilidade ambiental do território e a vulnerabilidade social da população.
24 escolas da rede municipal, quatro creches e o Colégio de Aplicação João XXIII ainda permanecem fechados.
“É preciso gastar dinheiro público para as pessoas não morarem mal. Se não houver, vai-se gastar dinheiro como agora. Vão ter que reconstruir a cidade.”
Dona Júlia, de 84 anos, revive no bairro Industrial o drama que a filha enfrentou nas enchentes históricas do Sul do país.
Quantidade de vans adaptadas para o atendimento de pessoas com TEA e mobilidade reduzida caiu de 11 para 5 veículos.

