Colunas

Flores e frutos

Todo mês de outubro traz duas datas comemorativas que considero extremamente significativas. A primeira delas é o “Dia das Crianças”. Criado em 1924 por um decreto presidencial e absorvido para o consumismo após uma campanha…
Colunas

Reza, vela

Numa de suas mais tocantes composições, Gilberto Gil esclarece, já no primeiro verso, a estratégia que utiliza para construir um diálogo qualificado com a divindade: “se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a…
Colunas

Alienados e obsessivos

É um truque velho nos filmes de Hollywood: personagens com desequilíbrios opostos são constrangidos, por alguma circunstância, a conviver. Neste processo, vivenciam diversas situações: trágicas, dramáticas, românticas, cômicas… O policial excessivamente metódico é obrigado a…
Colunas

Acabou o milho, acabou a pipoca

No romance O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde conta a história de um rapaz de rara beleza física, que – no auge da juventude – teve seu retrato pintado pelo artista plástico Basil Hallward….
Colunas

Ordem é progresso?

Na minha infância, a aproximação dos desfiles do Sete de Setembro representava o segundo maior motivo de angústia no ano. O primeiro lugar pertencia às festas juninas. Nos dois cenários, a causa era simples: a…
Colunas

Quando florescem os ipês

Setembro se anunciou, na rua da minha casa, com as flores dos ipês. Como se o sopro do criador ali houvesse bafejado, as garras ressequidas – antes içadas aos céus como mãos em desespero – coloriram-se de amarelo, qual um monge chinês, vestido para celebrar a plenitude.
Colunas

Memórias do Breve Século XX

Não lembro de nenhum filme que tenha me tocado tanto quanto o documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos”. Escrita e dirigida por Marcelo Masagão, a produção – lançada em 1999 – tenta resumir…
Colunas

O homem integral

Segundo Marshall McLuhan, “o homem integral é sempre um desastrado numa situação especializada”. Como bom amante da obra de Charles Chaplin, a primeira coisa que me veio à mente ao ler as palavras do mestre…
Colunas

Olimpíadas permanentes

A cada dia, acordamos para nova partida. Há aquelas em que nem alcançamos o índice. Há outras que assistem nosso suor pingar sob o sol inclemente, mas que terminam sem qualquer prêmio. Há dias de bronze. Há dias de prata. Há dias de ouro.